Uma madrugada com clássicos do horror.

   Depois de atacar a geladeira e comer um iogurte de tiramisu e esquentar uma xícara de café, abri o blog para escrever sobre o primeiro filme que assisti nessa madrugada de filmes clássicos de horror que resolvi fazer (queria chamar os matesss, mas acabei lembrando que hoje é terça, ou quarta, se você é daquele tipo de pessoa que não precisa dormir para virar o dia hahaha). Escolhi SCREAM para começar, de 1996, um filme slasher de horror que traz tudo que você tem direito, de policial canastrão a diretor de high school que fica brincando com a máscara do serial killer na frente do espelho. Esse é um filme que faz várias menções aos filmes clássicos slashers que antecederam a sua produção, como "Friday the 13th", "A nightmare on Elm Street", "Halloween", etc. Em muitas vezes o filme até faz piada com as situações rotineiras desses filmes, muitas vezes até tendo um clima de quebra de quarta parede. Acho que quase todo mundo já deve ter visto Scream, nem que tenha sido quando estava passando no Corujão, se você foi criança nos anos dois mil, com certeza já tomou muito susto com a máscara característica do serial killer (cara, eu assistia filmes em VHS, tudo bem que foi apenas no início da minha infância, mas ninguém pode tirar isso de mim. Saudades). Eu não lembrava como o filme acaba, então ter descoberto o final do plot do serial killer em questão foi uma surpresa (pelo que eu me lembrava era outra pessoa). Também não lembrava que a Courteney Cox (a Monica do Friends) interpretava a jornalista intrometida do filme; pensar que ela estava gravando Friends quando fez esse filme. Não sei se vou conseguir assistir a mais algum filme, já são duas da manhã e eu tenho algumas coisas importantes para fazer amanhã; mas queria muito começar a assistir a Halloween (1978). Maratona de filmes de horror na madrugada rulesssss. See ya mates. 


Uma pergunta (não é sobre vampiros). [update]

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   Vocês recebem as respostas dos comentários aqui no blog? Pergunta sincera, mates.

   ...  Então, vocês responderam, e aparentemente ninguém recebe as respostas. O jeito é conversar pelo Instagram mesmo, blogger falhou. See ya mates. Mas continuem comentado, é cool.



Leitura finalizada: Lavoura Arcaica, Raduan Nassar.

Eu sei que o livro é foda, por fontes seguras.
Eu sei que não entendi tudo, também por fontes seguras.
Eu sei que vou ter que ler mais vezes durante a vida.
Eu sei que o final me deixou abalado.
Eu sei que o discurso indireto livre cansa.
Eu sei que o fluxo de consciência cansa.


Mas eu não sei bem o que falar.

English tips #3 - booooksss.

(Se você começar a ler algum livro em Inglês depois desse post, mande uma foto pro meu Instagram pra nós batermos um papo) 

   Ser fluente em qualquer língua é o conjunto de vários fatores e hábitos adquiridos ao longo de anos de estudo/convivência/experiências, não espere que cursinho online X faça isso por você em menos de um ano. Qualquer curso ou escola de Inglês, por melhor que sejam seus métodos e professores, não vai conseguir te dar a fluência em uma língua, a maior parte do esforço é por sua conta. Não, não sou contra escolas de línguas como alguns revolucionários por aí (normalmente pessoas que estão com preguiça de estudar, mas eu não falo nada para não gerar um motim, né?), afinal eu sou professor de Inglês e vou cursar Letras, seria um pouco hipócrita da minha parte. O que quero dizer com tudo isso é que seu professor é seu guia, mas você precisa começar a ir além para aprender mesmo. O que vejo em muitas escolas de Inglês por aí é a forma industrial que tratam a língua, grammar, grammar, grammar e mais grammar sem que o aluno entenda o background cultural da língua. Aprender uma língua nova não é virar um papagaio e ficar repetindo tudo o que o professor fala, é entender as diferenças, saber que cada língua é única e que não existe tradução literal, que linguagem é cultura. Minha escola de Inglês foi essencial para o meu aprendizado, sem falar do professor incrível que tive (o que não é a realidade da maioria das escolas aqui da minha cidade, e isso me dá uma raiva, porque vocês sabem que elas não são baratas), mas o que realmente me fez ficar fluente e "abrir minha mente" para a língua foi simplesmente: ler. 

   Comecei a ler na metade do meu curso, para falar a verdade. No início eu lia os livros que estavam disponíveis na minha escola mesmo (todas as escolas devem ter uma biblioteca para os alunos, se você estuda em alguma, peça para o seu professor, utilize tudo que está a sua disposição). Depois fui indo nas bibliotecas da minha cidade e caçando uns livros VELHOS PRA CARAMBA em Inglês, uns livros bem whatever sobre uns contos americanos ou qualquer coisa que estivesse escrito em Inglês, eu só queria era aprender mesmo. Eu lembro que quando fui à biblioteca pública da minha cidade e perguntei se eles tinham livros em Inglês, a bibliotecária teve que ir checar se eles tinham alguma coisa mesmo hahaha. Depois comecei a comprar alguns que eu via o pessoal falando na internet, ou títulos que eu sempre quis ler mesmo (por exemplo, da vez que li todos os livros das crônicas de gelo e fogo em Inglês, haja fôlego). Eu comprava pela internet mesmo, porque eu moro em uma cidade do interior, e o acesso aos livros em línguas estrangeiras não é muito fácil aqui. Hoje, costumo pegar vários livros em Inglês na biblioteca da minha universidade, eles possuem vários livros em Inglês, mas a grande maioria são clássicos da literatura americana e inglesa. Então, quando quero ler alguma coisa mais light, um YA, uma fantasia, etc, eu costumo ler em ebook mesmo (uma vez ou outra compro o livro físico). Se você possui um ereader, é um grande passo para começar a ler em Inglês, porque normalmente eles têm dicionário embutido (sem falar que os livros são mais baratos). 

   Com qual livro começar? Bom, pelo que estiver em mãos. Não importa por onde você começar, apenas comece, leia alguma coisa. O início nunca é fácil em nada que nós fazemos em nossa vida; pegue seu dicionário e comece a ler. Eu recomendo alguns livros YA, sempre são ótimos para você ler na língua estrangeira, mas leia o que você quiser mesmo. É mágica a sensação de você acabar um livro e ter entedido tudo o que você leu, sendo que aquilo não está escrito na SUA língua materna. 

   Vou deixar um link da Amazon para livros em Inglês, e se você comprar alguma coisa estará ajudando o blog com livros e cafézinhos, muito obrigado e boa leitura. Se você começar a ler alguma coisa, me mande uma foto no Instagram (@joao_manica_).

   Livros em Inglês: http://amzn.to/2D5kYGf

   See ya mates. 


sunday


preciso de indicações

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   Começou a chover na minha cidade, meus planos de sair foram arruinados, preciso de indicações de filmes, alguém teria alguma? Vou assistir hoje e posso escrever minha opinião depois, thanks mates! :)

Leitura finalizada: "Tartarugas até lá embaixo" / "Turtles all the way down", de John Green.


   Quando vi que mais um livro do John Green estava em processo de escrita e publicação, logo ao ver o título da obra fiquei pensando sobre o que seria esse novo romance. "Tartarugas até lá embaixo" ou como li no original, "Turtles all the way down" é um título, no mínimo, peculiar. Sim, existe uma explicação tanto para o título como para a capa, mas vamos deixar para falar sobre isso mais depois. Eu já havia lido apenas um livro do autor, "Looking for Alaska", que também é o romance de estreia do John Green, mas com um clima totalmente diferente desse seu novo livro. Gostei bastante de Looking for Alaska, o livro todo tem um clima muito parecido com "O apanhador no campo de centeio" do Salinger, com uma escrita um pouco diferente e sem um romance idealizado.

   Gostei do livro, já posso dizer isso de cara. Se você está procurando um livro com romance estereotipado e a menina que fica sonhando e pensando vinte e quatro horas no garoto (ou ao contrário), acho que você deveria escolher outro livro do autor. Em "Tartarugas até lá embaixo" encontramos uma protagonista que não possui nada de extravagante, não é vista como o centro do universo e apresenta problemas palpáveis. Este, em minha visão, é um ponto muito forte do livro. John Green não tenta criar uma personagem que seja boa em tudo, ou que se destaque em algo; a heroína que vai salvar o dia com seu carisma e inteligência. A personagem existe, possui problemas, sua melhor amiga não é a pessoa mais confiável e carismática do universo, sua mãe talvez não a entenda do melhor modo e o romance na estória, em minha opinião, foi retratado de um modo muito real. Quando digo real, quero dizer que o autor entende como um romance de adolescência funciona na maioria dos casos, e dessa vez não tratou a paixão de um casal de dezessete anos como a coisa mais séria e importante do mundo. O amor é descrito de uma forma muito adulta e madura, como algo que é cíclico; começa, acaba, recomeça e todos continuam com suas vidas no final de tudo.

   Aza é a nossa protagonista, e desde seu nome já começamos a sentir algumas "sacadas" muito perspicazes do John Green, porque Aza trespassa todo o vocabulário, de A até Z. Ela é uma garota comum, está no último ano do high school, pensando sobre a faculdade, seu pai faleceu após um infarto, sua mãe muitas vezes é superprotetora e sua melhor amiga (foi a visão que tive) é uma pessoa muito falsa e interesseira. Daisy é o nome da amiga em questão, vem de uma família um pouco mais pobre que Aza, escreve fanfics sobre Star Wars e namora o Mychal, um carinha que apresenta uma visão interessante sobre arte. A grande construção da personagem da Aza é feita na introspeção psicológica da personagem, porque Aza possui TOC, ou um transtorno muito parecido com isso; pelo que me lembro não temos uma definição muito exata sobre o nome do seu transtorno. Sendo em primeira pessoa a narração do romance, conseguimos entender muito bem tudo que passa pela cabeça da Aza durante todos os momentos da sua vida. Acompanhar os diálogos internos e o turbilhão de pensamentos obsessivos foi algo muito interessante e agonizante em algumas situações. O transtorno da personagem é demonstrado em muitos episódios, mas principalmente no seu "medo" de ser infectada por uma bactéria a qualquer minuto, e pela obsessão de abrir um machucado no seu dedo a qualquer momento para checar se não está com alguma infecção.

   Através do TOC da nossa protagonista conseguimos entender a capa do livro, uma espiral que vai diminuindo, pois Aza descreve os turbilhões de pensamentos como se fossem um furacão ou espiral, no qual ela se vê sem escapatória. Já o título, "Turtles all the way down" ou "Tartarugas até lá embaixo" não foi nada criativo da parte do senhor John Green como algumas pessoas estão falando por aí na internet. O título é baseado em uma metáfora, mas eu já li sobre essa mesma metáfora na introdução de um livro do Stephen Hawking, então é algo meio que já conhecido pelas pessoas, não foi criação do autor em si.

   O plot principal pode ser encarado como um pequeno mistério que acontece com o pai de Davis, o garoto pelo qual Aza meio que tem uma atração. Davis é um personagem muito interessante, é aficionado por astronomia, tem um iron man de brinquedo que anda sempre com ele, seu pai (desaparecido) é milionário, e consequentemente, mora em uma mansão com seu irmão e uma tuatara (tive que pesquisar no google, um dos animais mais sinistros ever). A relação de Aza e Davis não é nada romântica, é bem estranha na verdade. Os momentos mais interessantes eram as conversas entre os dois sobre astronomia, nas quais eu vi que o John Green parece gostar muito do assunto. O uso da tecnologia é bem empregado nesse livro, algo que normalmente acaba ficando meio "falso" na maioria dos romances YA. As pessoas realmente usam o celular e o computador do modo que nós usamos, não sei explicar muito bem, mas os diálogos pelas mensagens foram muito bem escritos.

   Indico, se você se sente confortável, a ler o livro em Inglês, é super acessível para quem está querendo começar a leitura em outra língua (a maioria dos livros young adult são assim). Livro curto, que não precisa ter o plot mais bem bolado do universo, retrata muito bem o TOC, fala sobre a vida como ela é, não precisa ficar romantizando tudo e realmente bem escrito. Recomendo mates.
   
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(Algumas opiniões com spoilers para quem já leu o livro)

1. Só eu que achei horrível a parte em que o Davis tira cem mil dólares de uma caixa de Cheerios, dá para a Aza e ela simplesmente aceita e DEU. WTF?
2. A parte do hospital, que a Aza se levanta e bebe o hand sanitizer lá mostrou o extremo do transtorno de um modo bem "real" na minha visão.
3. Achei a Daisy uma pessoa ruim as f**k.





   



 

umas fotos antigas para matar a saudade de tempos que já passaram.

    Do dia que uma tempestade chegou na minha cidade.

    Essa ainda é uma das fotos que mais me trazem bons sentimentos.

    O melhor horário pra ir pra um café aqui da minha cidade, quando o sol está se pondo (no inverno pelo menos).

    O mesmo café, mas nesse dia eu estava sozinho.

    Primeiro dia com a minha nova lente 50mm 1.8. 

   Café com leite, nothing more.

30 motivos para eu me arrepender de não ter assistido a segunda temporada de Stranger Things antes.

   Por um motivo ainda desconhecido por mim, logo quando a segunda temporada de Stranger Things saiu eu fiquei muito desmotivado. Eu havia conhecido ST antes de toda a hype começar a crescer sobre a série, logo quando as pessoas ainda estavam especulando sobre o que seria aquilo. Uma das coisas que mais me apaixonou na primeira temporada é o clima muito baseado nas obras do Stephen King (na época eu estava viciado nos livros de terror do autor, Pet Sematary ainda é um dos meus livros de horror preferido), outro fator é a carisma gigantesca dos atores (Gaten Matarazzo sempre será meu ator mirim favorito). Quando acabei a primeira temporada eu estava sedento por uma continuação, mas quando ela chegou, não sei, não dei muita fé. Talvez minha estranheza fosse devido a algumas mudanças que ocorreram, tanto no elenco quanto no enredo. Mas, depois de alguns meses de espera e no momento em que meus instagram stories pararam de me mostrar apenas fotos dos episódios, fui sentar e assistir esse negócio. E não é que eu gostei mais que a primeira temporada; então decidi criar uma lista com alguns apontamentos sobre essa segunda temporada. 

1. Já tive um cabelo muito parecido com o da Eleven.
2. A relação da Eleven com o Hopper é muito amor. 
3. Dustin agora tem suas pearls, não parava de rir quando ele mostrava isso para o Lucas. 
4. Referências ao período eleitoral de 84, com placas do Reagan.
5. Mad Max é uma ótima personagem, mesmo ela ainda não fazendo parte da party. 
6. O clima do fliperama é muito cool no início do primeiro episódio. 
7. O clima de "The exorcist" no episódio "The gate" com o Will (let me go!).    
8. Dustin dando chocolate de Nugat para o baby demogorgon.
9. Fotografia analógica, início das filmadoras e câmera Polaroid da mãe do Mike. 
10. Bob :( 
11. Referência a It (livro do Stephen King) conectado com o passado do Bob. 
12. Hopper compartilhando cigarros com a Joyce. 
13.  Só nessa segunda temporada percebi como a Winona Ryder é linda.
14. A montanha de Eggos com chantilly que o Hopper compartilha com a Eleven é de dar inveja. 
15. Falando do Dart e do Dustin, grande referência aos Gremlins. 
16. Só eu que adorei esse clima Alien de toda temporada, mas principalmente do episódio 8.
17. Halloween foi incrível, qualquer filme que me apresenta esse clima já ganha uns pontos na minha concepção.            
18. A fotografia e o tratamento de cor estão incríveis, definem um traço mais característico ainda para a série, não lembro se a primeira temporada era tão bonita cinematograficamente falando.
19. Aquela plantação de abóboras, por mais sinistra que fosse, achei muito incrível. 
20. A nova amizade do Dustin com o Steve ficou incrível, podem trazer mais Duffer brothers.
21. O Snow Ball no final do último episódio <3. 
22. Novamente o trilho de trem de Stand by me, se você ainda não viu esse filme, deveria. 
23. Dustin dando nome para as criaturas que queriam matar todo mundo (It's demodog). 

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24. Will e suas habilidade de desenhar um mapa da cidade em fragmentos, não sei se fui só eu, mas senti novamente uma referência a It, quando o garotinho lá constrói uma réplica do esgoto da cidade.
25. Cientista maluco que vê teorias em tudo (they saw a Russian girl) no clima de guerra fria. 
26. Pais do Mike são uma piada, mesmo que o pai dele apenas durma ou faça pigarros e a mãe fique lendo romance brega na banheira.
27. Eleven badass no final. 
28. Fantasia conjunta dos Ghostbuster no Halloween. 
29. It's pure fuel. 
30. A atuação de todo o elenco novamente está ótima. 





morning.





   Eu adoro as manhãs de férias. Acordar com sol na cara. Fazer um espresso. Comer aveia (fibras mates, it makes you move). Ler um pouco de cada coisa (comecei a ler o meu YA do mês, "Turtles all the way down"), assistir ao último ep da segunda temporada de Stranger Things depois de toda a hype ter passado. Tomar banho escutando Kings of Leon. Praticar uns leaks de jazz na guitarra que ficou parada por muito tempo pegando pó. Olhar pro espelho e ficar pensando se meu novo corte de cabelo foi uma boa decisão. Planejar algumas coisas que estou muito ansioso. Fotografar o sol entrando na janela e ficar como um doido batendo no casaco para levantar poeira e a foto ficar cool. Fazia tempo que eu não ficava como um doido simplesmente apertando no disparo da câmera, só pra ficar ouvindo o som do obturador mesmo. Tenho que fazer uma ID nova hoje (boring stuff), então vou lá.

see ya mates.