"The end of the f***ing world" tem um clima niilista e uma jaqueta muito cool.


  Duas amigas me recomendaram essa série britânica que estreou nesse início de ano, e posso dizer que foram algumas horinhas bem gastas das minhas férias. "The end of the f***ing world" possui muitos elementos que divergem da grande massa de séries que estão sendo produzidas atualmente; começando pelo formato dos episódios (oito episódios com cerca de vinte minutos). Acho muito interessante esse tipo de formato, acho que ele consegue manter a integridade artística de algumas séries, ao invés da produtora ficar lançando temporadas e mais temporadas sem absolutamente nenhum conteúdo (acredito que não irão fazer mais uma temporada dessa série, acabou como era para acabar). A trilha sonora é muito boa, músicas indies que realmente adicionam ao clima dos acontecimentos dos episódios. 




   Instrospecções psicológicas são constantes ao longo da trama, mas não espere nada longo ou profundo, simplesmente alguns cortes rápidos de pensametos das personagens, que realmente demonstram o clima niilista e humorístico da série. Digo niilista porque a série em muitos momentos realmente mostra isso (essa foi uma visão que eu tive), retrata alguns atos que o nosso casal de protagonistas realizam que beiram muito o niilismo (obviamente nada no nível Rick and Morty). Também não pense em um casal de adolescentes apaixonados, fugindo da casa dos pais movidos por amor; com certeza não é isso. James é um garoto que se considera psicopata, viu sua mãe cometer suicídio na sua frente, quando criança costumava matar animais e agora seu maior objetivo é tentar matar um ser humano (bem creepy, mas vai por mim que é bom). Alyssa é a garota hipster que odeia celulares e rouba de grandes corporações para combater o the man, é kind of viciada em sexo (mesmo sendo virgem), a maior relação que ela tem com seu padrasto babaca é gritar "fuck off" em sua direção. 

   Cansados da sociedade e da relação com seus pais, os dois decidem fugir com o carro do pai de James, mas antes dessa decisão, acompanhamos os pensamentos impulsivos de James para tentar matar a Alyssa (calma, é kind of cute hahaha). A Alyssa tem a jaqueta mais legal do mundo, realmente queria ter aquela jaqueta, fiquei pensando durante todos os episódios o quão legal seria andar com aquilo na rua. O cabelo dela também em um momento fica incrível, fiquei apaixonado por aquela atriz (Jessica Barden) e pelo sotaque de todo mundo do elenco (utterly british). Em alguns momentos a série fica com um clima bem sombrio, mas logo ele é quebrado por algum elemento de humor ou do extraordinário. Os dois atores principais são sensacionais, eu tinha conhecido o trabalho do Alex Lawther (James) pelo incrível episódio "Shut up and dance" da terceira temporada de Black Mirror. O interessante é que os dois têm uma personalidade muito bem desenvolvida, mesmo em poucos minutos em cada episódio. Mesmo com impulsos psicopatas, conseguimos sentir muita afeição pela James, e conseguimos entender alguns de seus atos. Mas, obviamente, devido à complexidade das personagens, em certos momentos ficamos com uma expressão de "What the hell?". 

   Já assistiram? O que acharam?

   

   

English tips #2 - newsss.

autoral



   Ler, livros principalmente, sem sombra de dúvidas foi o que mais ajudou a manter a minha fluência na língua depois de um tempo. Se você acompanha o blog, sabe que tenho a filosofia de ler livros em Inglês, e apenas não o faço quando a obra em si não é da língua inglesa (ex: literatura russa, francesa, brasileira, etc). A leitura não precisa ser apenas de romances ou livros didáticos, você poder ler, como a exemplo deste post, jornais do mundo inteiro. Eu leio principalmente o "The Guardian", mas obviamente você pode ler o jornal da sua preferência. Tento ler pela manhã, através de aplicativo  enquanto tomo um café, ou quando estou no computador fazendo alguma coisa com relação a estudo/trabalho (ex: checando email, escrevendo aqui no blog, vendo alguma coisa da faculdade, etc). Gosto do "The Guardian" porque ele mostra muita diversidade nos seus articles e news, fala muito sobre cultura, cinema, opinião e, por mais que fale muito, não fica apenas dando notícias sobre o Trump (juro, uma vez abri o The New York Times e nunca vi a cara do Trump tantas vezes na minha vida). Ler notícias é uma ótima forma de aumentar o seu vocabulário, e além disso aumentar seu conhecimento sobre o mundo. Mais do que notícias, gosto de ler os articles sobre vida/comportamento, como por exemplo, estes aqui:


   Se você curte cinema ou literatura, você pode ler algumas críticas que normalmente são publicadas no jornal. Ao adquirir o hábito de ler estes jornais e artigos, você adquire um conhecimento muito "prático" de Inglês, por exemplo; vocabulário de finanças, político, judiciário, transporte, etc (obviamente este é apenas um modo de aprender este tipo de vocabulário, uma língua não é uma ciência exata). 

   See ya mates. 






Sobre vegetarianismo.

   
autoral




   Em muitos momentos pensei em escrever minha opinião sobre o vegetarianismo na nossa sociedade, mas sempre encontrava alguns dilemas na minha consciência para não falar sobre isso no blog. Outro grande motivo do meu receio é a aceitação de algumas pessoas, que podem ter tido alguma experiência ruim com o contato com alguma pessoa que leva isso como uma religião e vira o pregador da galera. Já quero deixar claro que, no meu ponto de vista, cada um deve viver a vida do modo que bem desejar, adequando sua rotina ao que for agradável, e não tendo que viver um regime ditatorial apenas porque todo mundo está falando sobre isso. No caso de não comer carne, se você não consegue deixar de ingerir este tipo de alimento, tudo bem. Se você quiser ter um consumo mais consciente desse alimento, tudo bem. Odeio ver pessoas que tornam isso uma obsessão, que querem mostrar para todos que não comem carne e que aquilo DEVE ser seguido. Esse tipo de comportamento pode ser visto em qualquer âmbito, para falar bem a verdade; na política vemos isso constantemente, por exemplo. 
   Falando um pouco do meu caso, parei de comer carne faz uns quatro meses, por motivos diversos. Primeiramente, nunca fui muito aficionado por carne, nunca necessitei que meu prato tivesse uma proteína de origem animal, acho que isso veio um pouco da minha família, que costumava cozinhar muitos pratos que não continham carne. Outro ponto que levo em conta é a saúde. Por último, sustentabilidade do nosso planeta. Faz um tempo que comecei a pensar cada vez mais nisso, começando com pequenos passos, nada muito radical (reciclando lixo doméstico, utilizando menos água, utilizando menos plástico, etc). Não sou vegano, e acredito que nunca vou conseguir ser, não consigo imaginar minha rotina com essas restrições. Todos na minha casa comem carne, todos meus amigos comem carne; moro no Rio Grande do Sul (um estado com uma tradição muito forte de churrasco) e não é por isso que deixo de ir nestes eventos, simplesmente respeito as pessoas esperando o mesmo em troca. 
   
   


Leitura finalizada: "O mundo de Sofia", de Jostein Gaarder.

   Podemos considerar este livro um calhamaço, mas também com certeza uma obra que entrega muito para o leitor. "O mundo de Sofia" foi o primeiro livro lido de 2018, e acredito que comecei o ano com um grande aumento de sabedoria, digamos. Este é o tipo de livro que não fica apenas nas páginas; é transferido para conversas entre amigos, discussões em cafés e até amplia sua visão de mundo sobre as coisas. Jostein Gaarder é norueguês e começou a criar "O mundo de Sofia", pois não encontrou no mercado nenhum livro que resumisse a história da filosofia, ou melhor, a história do conhecimento humano. Este é um ótimo livro para introduzir pessoas de qualquer idade no mundo da filosfia, ele possui a habilidade de tornar cada um de nós um pouco mais crítico com relação à sociedade.

   Com um plot de fundo, o autor consegue passar por todas as etapas da história do conhecimento da humanidade, desde os filósofos da Antiguidade (Sócrates, Demócrtio, Platão, etc.) até os mais contemporâneos (Sartre, Freud, etc.). O plano de fundo de toda essa aula de filosofia é uma intersecção entre dois universos; em um deles encontramos Sofia, uma garota que está prester a fazer quinze anos de idade, é muito sagaz e amante de animais. No mesmo universo de Sofia, Alberto é introduzido como o professor misterioso de Sofia, que durante as primeiras aulas mantém contato apenas por cartas e envelopes. Em outro universo, que em muitos momentos acaba se misturando com o primeiro, encontramos Hilde e seu pai que está no Líbano em uma missão de paz pela ONU. Agora vou deixar você ler o livro para entender como os dois universos entram em contato. 

   O plot é bom, bom mesmo (com um plot twist muito bom), mas o que mais me fascinou no livro foi o modo que o autor consegue sintetizar muito o conhecimento. Mesmo tendo 540 páginas, o livro consegue ser leve, mesmo falando de assuntos "pesados" em alguns momentos. Particularmente, fiquei maluco com algumas coisas ditas sobre Freud, e quero logo ler alguma biografia ou até mesmo um livro sobre ele. Altamente recomendado mates. 

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Leitura atual.


   Na biblioteca da minha universidade tinham várias edições desse livro, aparentemente essa edição é totalmente comentada e explicativa (falando sobre o contexto da obra, autor e tudo mais). 

foto autoral
   A falta de foco é por causa da ressaca. 

The intern: um filme que deixa um sorriso no rosto, nem que seja pela atuação do De Niro.

   

   Já assisti a esse filme três vezes, no mínimo; pode muito bem ser o grande tédio de alguns momentos das férias ou simplesmente o fato de que eu realmente gostei desse filme. "The intern" é um filme que evoca um sentimento que eu adoro no cinema: inspiração. É quase impossível você terminar de ver esse filme e não ter vontade de criar algo, ou de morar em uma townhouse no Brooklyn. Robert De Niro atua como um gentleman de setenta anos que se vê perdido após a morte da esposa, aposentadoria e um vasto período livre. Uma empresa de roupas online abre vagas para estagiários "seniors", e Ben (De Niro) entra no programa. Começa a trabalhar em um ambiente totalmente diferente do que estava acostumado, o que gera "conflitos" entre as gerações. O novo estagiário senior muda a vida das pessoas de algum modo, trazendo um estilo oldschool para os negócios tecnológicos da empresa. Jules (Anne Hathaway) é uma workaholic dona da empresa (About the fit) que está passando por um momento de decisão entre contratar ou não um CEO para seu empreendimento. Tudo isso se conecta, com histórias bonitas e ensinamentos que realmente deixam um sorriso no rosto (acho isso lindo no cinema, nem tudo precisa ser metáforas e plots incrivelmente bolados; um filme simples com uma história simples é o que estou aprendendo a admirar nos dias de hoje). Realmente recomendo esse filme, você vai se divertir e em muitos momentos vai se encontrar com um sorriso bobo no rosto. 

Peguei minha câmera depois de um bom tempo (fotos com uma 50mm).



   Depois de muito tempo, algumas partículas de poeira na lente e falta de vontade de fotografar, fiz alguns retratos no ócio da manhã. Café, água e sono. Postei no meu Instagram, mas a qualidade aqui é muito superior. Vocês gostariam de mais posts sobre fotografia? Na verdade fazia muito tempo que não fotografava, mas acho que sempre vou ter um espaço no coração pra essa arte.











 

"Black Museum" é cool até.


   Acabei a quarta temporada de Black Mirror, e por mais que ela tenha me decepcionado, já me sinto um pouco órfão desse ambiente pitoresco e angustiante característico da série. Em minha opinião, a série perdeu um pouco da essência em alguns episódios (Metalhead é um ótimo exemplo, WTF?), mas fiquei aliviado ao acabar alguns episódios como "Hang the DJ", "Crocodile" e "Black Museum".

(spoilers)

   Achei interessante a inserção de elementos dos outros episódios nas exposições do museu, como aquele decodificador de DNA de "USS Callister", o aparelho creepy de monitorar a garota de "Arkangel" e a máscara dos participantes do episódio "White Bear" (um episódio da segunda temporada, um dos melhores da série para mim). A atuação da garota é incrível (parabéns pela produção da série em colocar mulheres como protagonistas), o dono do museu também mandou muito bem com suas narrativas malucas e um entusiasmo digno de serial killer. Os elementos sutis de um mundo futurista foram muito bem inseridos no episódio, sem muitas explicações conseguimos entender que tudo aquilo não está acontecendo em nossa década; o painel solar que carrega o carro deixa tudo isso bem claro. Quando as narrativas secundárias começaram a ser descritas pelo curador from hell achei que tudo começaria a ruir, tornando-se mais um episódio bem "nhé" dessa temporada, mas no fim tudo aquilo funcionou bem. Achei muito interessantes as histórias por trás dos artefatos explicados, menção honrosa para o ursinho (acho que esse plot geraria um episódio fod*). O final foi na medida certa, aquela incerteza que continuamos a ter se o tal prisioneiro era realmente culpado ou se foi tudo culpa do sistema. Ter descoberto que a mãe vivia na cabeça da protagonista, como um resquício da tecnologia apresentada durante o episódio, foi um elemento muito interessante. Em suma, o episódio trata sobre nossa consciência, encara a morte de um modo diferente e demonstra uma sociedade de humanos que a "venceu". Como todo bom episódio da série, fiquei com uma crescente angústia em me imaginar em algumas situações, como por exemplo, ter que viver dentro de um objeto inanimado para sempre, tendo apenas duas emoções para demonstrar o que sinto. Digamos que com todos os tropeços, Black Mirror conseguiu finalizar a temporada com um episódio digno. 

maybe.


Maybe.

Mesmo com cinco cadeiras na faculdade.

Trabalho em turno integral.

E rolês da vida.

Acho que dá.

Maybe.